Uma nova startup está prometendo oferecer aulas de inglês através do Messenger do Facebook. A ideia é da DATA H, nova empresa que atua na pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial. De acordo com ela, o serviço, batizado de Mr. Turing, utiliza de técnicas de educação adaptativa para alimentar um bot para oferecer aulas personalizadas, baseadas no nível de conhecimento de cada aluno.

“Quem já fez aulas de inglês sabe que cada um tem seu ritmo e agendar aulas particulares para quem não tem muito tempo é sempre um problema. Isso sem contar a vergonha de falar errado ou cometer gafes ao praticar um novo idioma. As aulas de inglês com o Mr. Turing facilitam tudo isso a um custo muito baixo”, explica Marco Aleixo, desenvolvedor responsável pela ferramenta.

Com a utilização de machine learning, o bot é capaz de reorganizar e adaptar o conteúdo das aulas com base no desempenho de cada pessoa. A proposta desse sistema de aprendizado é que o aluno reduza, de forma gradativa, a utilização de palavras em português durante as conversas por texto.

Mas, o Mr. Turing não se limita apenas ao que é digitado, pois o serviço também possui suporte ao envio de mensagens de áudio para treinar a pronúncia do usuário, que é essencial para desenvolver a habilidade de conversação.

Para mais detalhes, visite a fanpage do Mr. Turning, clicando neste link.

Via: DATA H

A ideia de que o Brasil é tolerante e acolhedor foi muito difundida nas últimas décadas, porém isso isso vem se mostrando cada vez mais uma grande falácia. A internet abre portas, rompe barreiras e fornece ferramentas muito úteis, porém, no mundo todo ela deu voz a um lado sombrio do ser humano – e no Brasil não é diferente. Um estudo conduzido entre abril e junho pela plataforma Comunica Que Muda monitorou a internet e encontrou dez principais tipos de intolerâncias nas redes sociais do país.

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No total, foram analisadas 393.284 menções feitas por internautas de todo o país no Facebook, Twitter e Instagram e também em páginas de blogs e comentários de sites da internet.

Expressões como cabelo ruim, gordo, vagabundo, retardado mental, boiola, malcomida, golpista, velho e nega predominam nas nuvens de palavras encontradas em posts que revelam todo tipo de intransigência ao outro, em relação a aparência, classes sociais, deficiências, homofobia, misoginia, política, idade, raça, religião e xenofobia.

Com o auxílio de o software de monitoramento Torabit, a equipe responsável concluiu que a intolerância de maior audiência no Brasil é a política, com quase 220 mil menções; mais de quatro vezes superior à misoginia, que aparece em segundo lugar (50 mil menções); seguida por preconceitos relacionados a deficiência, aparência e raça. O Rio de Janeiro é o estado com maior volume de postagens intolerantes no país, seguido por São Paulo e Minas Gerais. Em termos relativos, na proporção com o número de habitantes, o Distrito Federal lidera o ranking.

“A intolerância nas redes é resultado direto de desigualdades e preconceitos sociais em geral, não é uma invenção da internet. O que ocorre é que o ambiente em rede facilita que cada um solte seus demônios, ao dar a sensação de um pretenso anonimato. O mundo virtual é, portanto, mais uma forma para que os intolerantes se manifestem e ampliem o seu alcance”, destaca Bob Vieira da Costa, sócio-fundador da agência nova/sb, responsável pela plataforma Comunica Que Muda.

Dados da ONG Safernet mostram que denúncias contra páginas que divulgaram conteúdo do tipo cresceram mais de 200% no país. No primeiro momento, parece que a internet criou uma onda de intolerância. Mas o fato é que as redes sociais apenas amplificaram discursos existentes no nosso dia a dia. No fundo, as pessoas são as mesmas, nas ruas e nas redes. Se não, vejamos: o Brasil lidera as estatísticas de mortes na comunidade LGBT (dado da Associação Internacional de Gays e Lésbicas); mata muito mais negros do que brancos (Mapa da Violência); aparece em quinto em homicídios de mulheres (Mapa da Violência); registrou aumento de 633% nos casos de xenofobia (Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos); e 6,2% dos seus empregadores confessam não contratar pessoas obesas (sites de recrutamento).